É extremamente salutar trazer as ideias do mestre Paulo Freire sobre a importância do diálogo e das práticas educativas, em que a educação é concebida pelo mestre como um ato de pensar crítico sobre a realidade dos seres humanos. Desta forma, é fundamental colocarmos em prática, como educadores, os cinco pressupostos que dão um norte à comunicação entre educador-educando, vislumbrando assim, a mudança efetiva da educação no Brasil, inserindo-a num alto nível.
O amor como primeiro pressuposto traduz toda a essência do conceito de educação. O amor produz coragem para sermos, com e através do outro, agentes de mudança de nossas vidas e como conseqüência, agentes de mudança da educação através do diálogo, do respeito mútuo e do compromisso.
A humildade permite nesse processo atribuir a nós mesmos os erros que vemos nos outros e, atribuir aos outros as virtudes que enxergamos em nós mesmos. A humildade é um constante exercício do diálogo com o objetivo de não sermos alienados e, não permitir que a arrogância seja uma prática padrão nas relações humanas.
A fé no ser humano deve ser uma prática incondicional. A fé que o ser humano tem através da autopoiése, ou seja, de criar e recriar. A fé de que o amor ao próximo faz parte da nossa salvação, tanto a salvação em Cristo, como a salvação do mundo através da educação. A fé no ser humano nos dá a condição de exercitarmos a mediocridade, ou seja, acomodarmos com o menos sabendo que podemos o mais.
A esperança no sentido de mover-se, de irmos ao encontro da prática, da luta, do esforço para que haja espaço para a desesperança. A esperança sempre nos dá alento para que o encontro entre os homens não seja vazio e estéril.
Finalmente, o pensar crítico que permite ao ser humano questionar na busca de encontrar respostas que consolide a prática solidária entre os homens. O intenso exercício do pensar crítico evita padrões no modo de pensar e agir, evita a aceitação de dogmas e nos encoraja a superar medos, para que, no aprender a viver juntos tenhamos a consciência do ser que somos. Por isso, nós como tutores devemos estimular, encorajar e exortar nossos meninos e meninas a pensar criticamente. Desta forma, estaremos possibilitando novos horizontes na busca incessante pela auto-realização.