domingo, 2 de dezembro de 2012


Reflexão 3


De fato, avaliar uma atividade não é algo tão fácil. São muitas reflexões que devemos considerar: Como o trabalho dos alunos mostra competências e conhecimentos desenvolvidos na atividade? Quais são os pontos fortes e os pontos fracos, baseados nos critérios da atividade? Como pode ajudar o aluno a consolidar os pontos fortes? Quais as sugestões que tem para ajudar o aluno a aprimorar aspectos em que ele está mais fraco?
Com o pensamento de alguns estudiosos da Educação retirados da Revista Escola (2012) podemos refletir sobre os pontos colocados acima.
“Para que a avaliação sirva à aprendizagem é essencial conhecer cada aluno e suas necessidades. Assim o professor poderá pensar em caminhos para que todos alcancem os objetivos”. Denise Pellegrini ( 2003)
Quando o educador discute com os estudantes os objetivos de uma atividade ou unidade de ensino, dá meios para que eles acompanhem o próprio desenvolvimento.
E isso pode ser feito por meio da auto avaliação . "Se o professor quer que os alunos se avaliem, deve explicitar por que e para que fazer isso. Ele precisa perceber como essa prática ajuda a direcionar todo o processo de aprendizagem", diz Janssen Felipe da Silva.
Para que possamos avaliar uma atividade, faz-se necessário estabelecermos parâmetros para mensuração. A concepção da atividade deve estar relacionada ao aspecto a ser avaliado, mas devemos ter muito cuidado para não limitarmos a compreensão do aluno à nossa compreensão.
"Cabe ao professor listar os conteúdos realmente importantes, informá-los aos alunos e evitar mudanças sem necessidade", completa Léa Depresbiteris, especialista em Tecnologia Educacional e Psicologia Escolar.
Cipriano Carlos Luckesi, professor de pós-graduação em Educação da Universidade Federal da Bahia, lembra que a boa avaliação envolve três passos: 
·       Saber o nível atual de desempenho do aluno (etapa também conhecida como diagnóstico);
·       Comparar essa informação com aquilo que é necessário ensinar no processo educativo (qualificação);
·       Tomar as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados (planejar atividades, sequências didáticas ou projetos de ensino, com os respectivos instrumentos avaliativos para cada etapa).
Como ponto forte, imagino esse estudo possibilitando ao aluno conexões, descobertas de novas possibilidades, despertar o interesse por novos assuntos relacionados, ou seja, conhecimento gerando sede de conecimento. O aluno poderá consolidar pontos fortes consolidando o seu prazer pela pesquisa, mergulhando em novos tópicos.
Para aprimorar pontos fracos mais uma vez acredito na utilidade dos conhecimentos, não pode existir interesse em aprimorar o que não tem uso, o que não se vê serventia. O aluno precisa enxergar a utilidade, a importância de determinado conhecimento para a construção da sua história.

 Referências Bibliográficas
Paulo Freire. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996 Coleção Leitura.
Denise Pellegrini, Revista Nova Escola  http://revistaescola.abril.com.br/planejamento-e-avaliacao/avaliacao/avaliar-ensinar-melhor-424538.shtml   (em 01/12/12)
Material de Aula da Disciplina – UFC Virtual

Reflexão 2


Até que ponto os comentários do tutor apoiam a aprendizagem? O que é mais e menos útil nos comentários do tutor, e por quê? Como é que responderia como aluno, se o seu trabalho fosse avaliado desta maneira?

O aluno sempre tem no Tutor uma referência, o aluno valoriza o feedback do professor. Para isso, tem que existir compromisso do professor. Cabe ao tutor facilitar o processo de aprendizagem, apresentando onde houve a falha ou a compreensão equivocada, ou mesmo reconhecer uma nova maneira de ver aquele determinado assunto, pois segundo Paulo Freire (1996, p. 33), deve existir um respeito do professor aos saberes do aluno, discutir com o aluno a razão de ser de alguns desses saberes em relação aos conteúdos apresentados. Posso fazer uma comparação entre o processo de avaliação do aluno, com o processo de controle na Administração. Objetivos são estabelecidos, existem os parâmetros e ao longo do desenvolvimento esses parâmetros são comparados, caso estejam dentro do previsto, segue o processo, caso não corresponda ao esperado, medidas corretivas devem ser colocadas em prática.

 Assim o professor procede, acompanha o desenvolvimento do aluno e sinaliza quando a aprendizagem não está acontecendo. O aluno espera ter no tutor um incentivo para continuar, recebendo desssa maneira um feedback de seu caminhar.

Reflexão 1

Que expectativa você acha que seus alunos têm da avaliação? Como aluno, o que é que você esperaria de um tutor nas tarefas de avaliação?

Normalmente, os alunos têm a preocupação inicial em saber “o que vai cair”, ou seja, percebo que existe uma ansiedade em saber que aspectos serão perguntados e, preferencialmente que o professor dê algum indício dos assuntos. Mas em seguida vem a preocupação com a nota, fazem as contas e já sabem o mínimo que devem tirar “para passar”. Quando a nota é boa, o aluno sempre diz que “tirou”, mas quando é baixa, “foi o professor quem deu”.

Na realidade os alunos temem a avaliação, ou por não terem estudado, ou por insegurança ou ainda, por medo de qua o professor não tenha a atenção necessária para entender nas entrelinhas o que eles quiseram dizer. Acredito que o ser humano sempre teme uma ‘avaliação’, é o sentimento natural de temer não ser ‘aprovado’, não só na disciplina, mas no próprio ambiente onde se relaciona.

Como aluno, espero do meu avaliador uma atenção para comigo, confirmando que recebeu meu trabalho no prazo, que está de acordo com as orientações e que ele tenha use critérios justos para me avaliar. No final diga onde posso melhorar e onde fui bem, afinal, avaliação é uma maneira de nos levar a fazer melhor (aprimoramento).

Ou seja, penso exatamente como o texto apresentado em nossa lição, quando cita as expectativas de um aluno:

Confirmação do recebimento do trabalho e se o trabalho estava completo;

Dedicação de tempo na leitura do trabalho na íntegra, e que o comente com um nível de detalhe apropriado;

Retorno sobre se algum contexto do seu trabalho não estava claro, de forma a que ele pode esclarecer o equívoco;

Comunição com respeito sobre a atividade, o que significa dar-lhes um feedback construtivo;

segunda-feira, 26 de novembro de 2012



Dialogando com Paulo Freire

Gosto muito da maneira de refletir sobre a educacao na otica deste autor. Pois transforma a vida das pessoas fazendo c q a mesma tenha significado.
Vou relacionar com um fato pitoresco que ocorreu comigo.
Casei com 17 anos e nao havia terminado o ensino medio. Quando a situacao apertou aqui, meu esposo recebeu o convite para trabalhar em Belem. La vamos nos, entao fui estudar num cursinho para compreender o vestibular de la. Eu sempre gostei muito de historia, numa aula a professora em vez de falar de Mascate, chamou-os de Marreteiro. Eu quase fiquei doida na sala, pois eu sabia daquela guerra, mas nunca havia escutado com este termo. O pior que toda vez que eu falava todos zombavam de mim.
Pessoa apregoa q so atraves de uma educacao contextualiza a regiao facilitAra a compreensao. Aqui marreteiro nao ha a conotacAo mascate, por isso, podemos dificulta-la se nao contextualiza as caracteres da cultura do povo.

Mônica


Compartilhe exemplos de cada um dos elementos (amor, humildade, fé nos homens, esperança e um pensar crítico). Escreva situações reais ou algo que tenha chamado atenção sobre os elementos de dialogicidade de Paulo Freire.


Caro tutor Cláudio e colegas,

Bem, o que pude perceber ao relacionar os elementos da dialogicidade de Paulo Freire: amor, humildade, fé nos homens, esperança e um pensar crítico, com o papel do tutor é que nós, tutores, devemos apropriar-nos dos elementos de Paulo Freire é devemos levar em conta o conhecimento que nossos alunos trazem, como sujeito histórico de seu próprio processo de aprendizagem, e a construção do saber, estabelecido por meio da relação e do processo de mediação que acontece na Educação à Distância (EAD).
A mediação que acontece na EAD é um processo de comunicação, de conversação, de interação, de cooperação e de co-construção, cujo objetivo é facilitar o diálogo e desenvolver a negociação significativa de processos e conteúdos a serem trabalhados, bem como incentivar a construção de um saber gerado na interação tutor/aluno.
Na EAD, a distância é sem dúvida uma barreira a ser superada pelo tutor e pelos alunos. Quando falamos em educação e diálogo, é comum pensar que a distância espacial interfere significativamente no processo de ensino-aprendizagem. Porém, ao longo de nossas experiências como tutores percebemos que aproximar o tutor do aluno e possibilitar um diálogo eficaz entre ambos é um dos principais objetivos de quem faz parte dessa modalidade de ensino. 
A internet nos oferece meios para superarmos a distância e proporcionar aos nossos alunos a mesma qualidade do ensino presencial. Podemos citar como exemplos: o email, o fórum, o chat, o blog etc. Através de tais recursos podemos criar uma relação empática com nossos alunos e utilizar ativamente os elementos da dialogicidade de Paulo Freire, que são: amor, humildade, fé nos homens, esperança e pensar crítico.
Como tutora da EAD, posso citar algumas situações em que utilizamos tais elementos.
Inicialmente, trataremos sobre o Amor. Para Freire, sem amor não há diálogo. Concordo com essa afirmação, pois, só podemos nos aproximar dos nossos alunos para dialogarmos se estivermos prontos a aceitar que somos tutores/educadores e que, ao assumirmos esse papel, devemos nos comprometer e proporcionar uma formação de qualidade aos alunos. Para tanto, temos que enxergá-los como seres humanos que são, com dificuldades, problemas, limitações e singularidades. A compreensão nasce do amor, e, por isso, devemos compreender e aceitar nossos alunos como eles são e tentar tirar deles o melhor que eles têm a oferecer, buscando torná-los pessoas melhores, mais éticas e mais preparadas para a vida. Na tutoria, por exemplo, o amor se manifesta sempre que buscamos ouvir nossos alunos, tentando identificar suas dificuldades para auxiliá-los durante o processo de aprendizagem.
É impossível separar o elemento Humildade do amor, pois acredito que a humildade é consequência do amor. Quando enxergamos nossos alunos como seres humanos em formação, devemos entender que nós, tutores, também estamos em contínuo processo de formação, daí a necessidade de ouvir o outro e aceitar que ele tem muito a nos oferecer. Na EAD, isso ocorre sempre que deixamos nossos alunos se expressarem, colocarem sugestões, indicar textos e materiais de apoio, auxiliar os colegas, etc. Por vezes deixamos que nossos alunos assumam também o papel de educador, pois dentro do processo interativo devemos tornarmos parceiros e aprendermos juntos.
Se amamos nossos alunos, passamos a acreditar em seu potencial, quando deixamos que eles se expressem, quando os motivamos a buscarem conhecimentos e adquirirem autonomia, fazemos uso do elemento citado por Freire: a Fé nos homens, e , como educadores, nunca podemos perder a fé no ser humano.
À partir de então, nós tutores, passamos a ter uma nova visão do processo de aprendizagem e enxergar nossos alunos como um ser humano em constante processo de evolução. Passamos também a enxergar que eles são seres incompletos e que precisam estar em contínuo processo de aprendizagem, daí nasce a Esperança. Esperança significa o esperar positivo, é a busca constante por evolução. Quando buscamos aprender, fazemos cursos, leituras, ouvimos nossos alunos e colegas de trabalho. Somos seres buscando o melhor, e podemos dar a essa busca constante o nome de Esperança.
A partir daí, temos um Pensar Crítico, pois vemos a educação como um processo de formação e de conscientização. Passamos a ensinar e aprender a partir dos nossos objetivos, fazemos escolhas e damos valor a cada nova descoberta, pois somos seres conscientes de nossa incompletude e sempre prontos a evoluir.
Nas palavras de Paulo Freire, ao definir o verdadeiro diálogo, essa noção de mediação se encontra presente e se fundamenta em um pensar crítico, que deve basear-se na solidariedade entre os homens e na percepção da realidade como processo, com possibilidades constantes de ajustes e alterações. E quando o inesperado se manifes­ta, nós, tutores, devemos estar preparados para rever nossas ideias, nossas teorias. Tais teorias definem a aprendizagem como a possibilidade de descobrir novos significados, de atuarmos em colaboração e criarmos fortes elos com nossos alunos.
Freire salienta que “A auto-suficiência é incompatível com o diálogo. Os homens que não têm humildade ou a perdem, não podem aproximar-se do povo. Não podem ser seus companheiros de pronúncia do mundo. Se alguém não é capaz de sentir-se tão homem quanto os outros, é que lhe falta ainda muito que caminhar, para chegar ao lugar de encontro com eles. Neste lugar de encontro, não há ignorantes absolutos, nem sábios absolutos: há homens que, em comunhão buscam saber mais”.
Como diz Paulo Freire, “para ser tem que estar sendo”. Tais palavras nos levam a refletir a respeito da relevância das nossas ações no processo de constituição do próprio sujeito.

Enedina Gertrudes Ramos de Lima



Dentro da teorias contemporâneas da educação, Freire se destaca como um grande pensador das Teorias Sociais, da  Pedagogia da Conscientização, Pedagogia da Libertação e da Pedagogia Crítica.
A Pedagogia Libertadora, iniciada com Freire na década de 60,  parte da análise crítica das realidades sociais, “sustentando os fins sociopolíticos da educação”, diverge das formas de autoritarismo e dominação, defende a conscientização como um processo a ser conquistado por cada indivíduo, “através da problematização de sua própria realidade”. Surgiu como um modelo de educação revolucionária, pois “preconizava a transformação da sociedade e acreditava que a educação, por si só, não faria tal revolução, embora fosse uma ferramenta importante e fundamental nesse processo”.
O elemento primeiro do método freiriano é o diálogo, este “entendido como elemento não hierárquico entre as pessoas” (Freire, 1997). Nesse sentido, ao dialogar, o individuo desenvolve o sentido de participação e colaboração na vida cotidiana, pois tal ação implica também responsabilidade social e política.
O oposto do diálogo cria pessoas passivas, onde um domina o outro. Para Freire a educação verdadeira se faz de “A com B” mediatizados pelo mundo, e não de “A sobre B” , ou seja, esta comunicação se faz com diálogo, com interação.O diálogo deve ser contruído com bases no amor, na esperança, na fé, na confiança e no senso crítico.
Freire discorre que “o diálogo é um momento de reflexão que as pessoas têm acerca da elaboração do real.
Além do elemento diálogo, outras importantes características estão presentes no pensamento de Freire, são elas:o enraizamento na realidade; a criação da sua própria cultura; a formação do espírito crítico e a formação de uma intervenção social.
Nesse sentido, podemos afirmar que a comunicação educador-educando na educação online (ou presencial) deve ser contruída com bases dialógicas, construtivistas e interacionistas. O professor e educando na educação online devem atuar plenamente, contruindo em regime de co-autoria no processo de ensino aprendizagem. As ferramentas da plataforma utilizadas devem ser amplamente exploradas, tais como chats, fóruns, emails, blogs, etc.

Veirislene Lavor

Os pressupostos da comunicação educador-educando


A obra de Paulo Freire contribuiu e muito para a criação de um pensamento pedagógico. No tocante à comunicação, em Extensão ou Comunicação, Freire se dedicou a refletir sobre extensão como uma proposta de dominação onde existe uma superioridade daquele que transmite e uma passividade daquele no qual algo é depositado. Nessa perspectiva Freire aborda que o oposto se dá com a comunicação e interação social dos sujeitos.
Já em Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire abarca o papel conscientizador da educação, afirmando que o movimento da liberdade deve surgir e partir dos próprios oprimidos, entretanto existem alguns pressupostos no processo de comunicação entre educador e educando: amor, humildade, fé nos homens, esperança e pensar crítico.

Na perspectiva do ensino à distância e na atuação como tutor, posso afirmar que o "amor" é fundamental para o tutor logo que a própria realização do ofício de educador requer que haja amor pelas pessoas e pela própria profissão. A "humildade" é identificada no ato de não se mostrar superior, quando se está acessível e quando não se busca dominar o outro.
"Esperança" que as coisas possam ser mudadas parte da ideia de acreditar e ter "fé nos homens", com seu poder de fazer e de refazer, criar e recriar.
Por fim, Paulo Freire afirma que além de todos os outros pressupostos é fundamental um "pensamento crítico" de todos para que haja uma boa comunicação e que a pedagogia seja algo libertador através da liberdade do pensar crítico - estimulado, em nosso caso pelos agente dessa mudança: o professor.

Leonardo Gurgel

domingo, 25 de novembro de 2012

Paulo Freire em seu livro "Pedagogia da Autonomia: saberes necessários a prática educativa" nos apresenta uma verdadeira lição de humanismo social. Sua história é uma verdadeira lição de amor e fé nos homens. Através dos pressupostos estabelecidos pelo mesmo, entre eles: amor, senso crítico, fé, esperança e humildade, percebe-se o valoroso papel que um educador exerce na vida de um educando.  
Por amor: podemos descrever, como situação cotidiana, a paixão por ensinar e ao mesmo tempo a alegria pela possibilidade de aprender.  O educador deve ser amante do conhecimento que se propõe a transmitir em sala de aula. Desta forma, despertará o mesmo sentimento nos alunos. Por senso crítico: o educador deve ter uma visão sistêmica de todo contéudo. Ao constatar um desvio de finalidade em alguma ideia exposta pelo educando deve o mesmo saber corrigí-la. Se por meio de uma crítica, esta deverá ser construtiva e com o objetivo de encorajá-lo na  busca de uma nova resposta. Por fé: O educador deve crer nos seres humanos que o cercam. Acreditar que por meio de uma lição deixada em sala de aula muitos alunos terão a chance de modificar a  realidade de suas vidas. Por esperança: O educador deve acreditar em dias melhores. Se existem dificuldades, as mesmas certamente serão vencidas por todos. E, por último, a humildade. A humildade, penso eu, é a "arma" mais importante desta prática educativa. O educador deve ser humilde o suficiente para não se saber melhor que o educando. Educar nunca será uma via de mão única. Diante disso, é necessário ter a consciência de que ensinar é aprender e vice-versa.



                Os elementos da dialocidade de Paulo Freire são fundamentais tanto no trabalho da educação como no viver do ser humano. Alguns colegas acreditam ser difícil fazer um trabalho na Ead utilizando a dialocidade por ser menor o face-a-face entre tutor e aluno, porém o que se deve é quebrar esse tipo de paradigma. Os discentes da Ead são os que mais necessitam ser cuidados e amados para que possam se sentir importantes dentro do processo.
·        Amor: as necessidades entre tutor e aluno deve ter respeito mútuo e um comportamento que demonstre afetuosidade.
·        Humildade: o discurso do tutor não pode ter um teor de rispidez ou soberba, mas suas palavras devem relfetir igualdade. O aluno aprendeu com o professor e o professor pode também aprender com o aluno, todos crescendo juntos com foco nas aprendizagem contínua.
·        Fé nos homens: acreditar sempre na capacidade dos alunos e esimulá-los a vencer os obstáculos.
·        Esperança: este elemento está ligado a eterna busca do algo a mais. O aluno não pode se limitar a somente receber conhecimento, mas ele deve buscar o além, a soma.
·        Pensar crítico: os envolvidos no processo ensino-aprendizagem devem ter o senso de reflexão, ter uma postura comprometida com o processo que estão inseridos, tendo uma opnião sensata e com compreensão da realidade.

Lidiana Arruda


Diante dos elementos de Paulo Freire podemos considerar: amor, humildade, fé nos homens, esperança e um pensar crítico



O amor consiste da necessidade do encontro, da partilha e a humildade que vem do reconhecimento de que não sabemos tudo e que estamos aprendendo com as pessoas que nos cercam em um processo contínuo de construção, pois já dizia Sócrates: "Só sei que nada sei." A "construção do conhecimento se faz o diálogo"- Paulo Freire. O diálogo é um elemento imprescindível para a relação entre o tutor e o aluno. E nessa relação também são necessárias a fé nos homens e a esperança. Na verdade, é importante acreditar no potencial  dos alunos visto que estão aprendendo e ensinando e tendo a esperança de que esses futuros profissionais serão sementes de um mundo melhor por meio do seu pensar crítico.



Na verdade, sem esperança e fé, não há como se elevar a motivação para dar o melhor de nós mesmos no processo de ensino-aprendizagem, considero que diante das inúmeras sementes que lançamos, haverão aquelas que irão não só germinar, mas também crescer, se desenvolver e frutificar.



Dessa forma, sem esperança e fé, não há como existir amor. Visto que com amor somos assertivos, nos preocupamos com as dificuldades de nossos alunos, e evitamos os conflitos.



Logo, com o "esperança, fé e amor" nos repassamos aos nossos alunos a motivação da busca pelo saber, não nos frustrando do caminhor.



Com relação a humildade considero que seja imprescindível em todo momento. Que segundo, Mário Sérgio Cortella,: "É preciso ter humildade de pensamento, de relacionamento e no exercício do poder. A finalidade do poder é servir e não se servir".



Quanto ao pensar crítico este advém do amor, ou seja, se preocupar em dar ao aluno uma "visão de conjunto" do mundo, da vida, de como sua profissão está inserida nesse contexto, e não apenas de formar "o profissional", "o técnico".

Marcílio

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A dialogicidade de Paulo Freire no meu papel de Tutor



  •  Amor: diante da crescente desvalorização do profissional Professor esse elemento é bem constante na minha atuação de Tutor, pois sempre existe atraso no pagamento e nos auxílios que já me fez ir para o encontro presencial por conta própria para não atrapalhar o andamento do aprendizado durante a disciplina;

  • Humildade: é o elemento mais comum na EaD, pois a construção do conhecimento não acontece do professor para aluno, mas ambos caminham lado a lado no processo de aprendizagem. Assim, nas minhas atividades de Tutor tento compreender a ideia do estudante ajudando a melhor seu pensamento ou corrigindo quando necessário;

  • Fé nos homens: o trecho do texto Dialogicidade em práticas interativas da área de exatas, página 4, bem definiu e apresenta esse elemento como eu aplico:

Na EaD, o princípio da fé nos homens está diretamente relacionado ao princípio da humildade, pois representa a valorização da autonomia dos estudantes. Na medida em que abre mão da imagem de fonte única de conhecimentos, o professor passa a valorizar os pontos de vista de seus alunos, estimulando-os a também se expressarem no espaço virtual. O professor deve criar um ambiente no qual o estudante se sinta em uma posição de igualdade e não de inferioridade frente a ele e aos demais participantes. Preocupado em estabelecer relações sociais no contexto da EaD, o professor se engaja na proposição de questões que incentivam os estudantes à interação. Dessa forma, passa a envolver todos os participantes, sem desconsiderar sua heterogeneidade e diversidade.


  •  Esperança: não é um elemento muito comum nas disciplinas exatas que lecionei, pois o conteúdo é formal e normativo, com aplicação de regras e fórmulas que não permiti a construção coletiva do conhecimento;

  •  Pensar Crítico: é um elemento que está interligado com a autonomia que o estudante da EaD deve possuir, pois é importante o aluno estudar o conteúdo e apresentar seus pensamentos nos fóruns e nas demais atividades que for realizar.
Higor Rhonney

quarta-feira, 21 de novembro de 2012



Os cincos pressupostos apontados por Paulo Freire sem dúvida nos chamam atenção, assim como toda a sua obra. Quando se poderia esperar de um estudioso que sugerisse o amor como um pressuposto para a comunicação entre educador e educando? De fato, estamos falando de Paulo Freire. Com esses pressupostos Freire deixa mais claro ainda que educar trata-se de uma vocação, assim como faz uma mãe ou um pai com seus filhos.
O amor que, entre os pressupostos, podemos destacar como o mais importante, pois sem ele não há humildade, fé nos homens e nem mesmo esperança, foi citado pelo Freire como algo que é básico para o diálogo e compromisso do educador com o educando. É necessário amor para ter paciência com o educando, para tentar compreendê-lo.
E tentar compreender o educando é ter humildade para ouvir o outro e permitir que o diálogo aconteça da melhor maneira, possibilitando o processo de ensino e aprendizagem. Quando um aluno nos procura questionando algo repassado muitos professores têm como reação inicial se exaltar e comporta-se como se estivessem em um pedestal, ora, mas sem humildade não há mesmo reconhecimento de que se pode errar e que se deve aceitar sugestões.
O que dizer da fé nos homens? Como tutora, não é apenas a minha bolsa depositada que me fez atuar, mas a minha fé nos homens. Fé de que viajando para promover o conteúdo da disciplina e me dedicando no ambiente virtual a sociedade em que vivo possa ser transformada através desse processo.  Com a fé tenho essa esperança que me fortifica, esperança para lutar por um aluno que se evade, principalmente em disciplinas iniciais.
Por último, o pensar crítico que faz com que a ciência permaneça sendo ciência. É refletindo que se constrói um diálogo rico entre educador e educando, assim se faz um pensar verdadeiro. Portanto, posso enfatizar que os pressupostos propostos por Freire correspondem a minha realidade de educadora que esquece muitas vezes de si, como quem ama, para cuidar dos outros.
Estudando esse tema me lembrei de uma música do Gonzaguinha que fala em fé na vida, fé no homem, chamada Nunca Pare de Sonhar, por isso sugiro a vocês essa canção: http://www.youtube.com/watch?v=pNyo0dNL7so.

Nara Alice


Um dos aspectos mais intrigantes da atividade de tutor é a relação aluno X tutor, para mim. Lembro-me da feliz realidade vivida por um aluno do pólo de Beberibe/CE e cujo nome prefiro não citar.
Pois bem, falei de uma feliz realidade e vocês haverão de concordar.
Feliz porque se trata de um cidadão, já com certa idade, com um olhar para o futuro dele e das pessoas que o cerca.
Feliz, também, porque se encontrava na sua segunda graduação, a primeira tinha sido em Pedagogia e agora estudava para se formar em Administração.
Feliz, ainda, por ter formado o filho em Física, atualmente concluindo uma pós-graduação.
Feliz, então, por ser “sessentão”, por ter condições de estudar em um município próximo a sua residência evitando, assim, onerosas despesas com o transporte, com a alimentação e com a estadia que, certamente, teria em nossa capital e que o impossibilitaria de estudar.
Feliz, por ter sido criado na roça “chutando cobra”; por ter trabalho com a foice e com a enxada sob o quente Sol nordestino; por ter mantido a sua hombridade e a sua crença em um amanhecer com bons frutos plantados e colhidos.
Feliz, pois se coloca diante das suas dúvidas; não se cala com a permanência das mesmas; somente se acalma quando há na resposta dada, clareza e significado.
Feliz, por perceber que enquanto homens que somos, temos nossas limitações físicas e cognitivas. Portanto, havemos de saber algo sobre alguma coisa. Porém, nunca haveremos de saber sobre algo o tudo.
Pediram-me para falar sobre o amor, será que falei? Para falar sobre a humildade, será que falei? Para falar sobre a fé nos homens, será que falei? Para falar sobre esperança, será que falei? Para falar sobre o pensar crítico, será que falei?
Respondo, não falei!
Careceu do meu ponto de vista o principal, falar da minha pequenez no momento que, o agora Professor, expos para mim uma curta memória da sua vida revelando a dúvida: quem é o aluno e quem é o professor?
Abraços.
Antônio Oliveira

Aluno


Diário de Bordo  - Aula 3 – Tópico 2
No Tópico 2 da aula 3, no quadro intitulado “Olhando de Perto”, somos perguntados se durante os casos mencionados na referida aula, nos lembramos de alguma situação que já aconteceu conosco, para que, no Diário de Bordo (Blog), compartilhemos exemplos de cada um dos elementos (amor, humildade, fé nos homens, esperança e um pensar crítico). Sugere, por fim, que escrevamos situações reais ou algo que tenha chamado atenção sobre os elementos de dialogicidade de Paulo Freire.
AMOR

Entendo ser exemplo do elemento amor, quando, antes mesmo de começar o semestre, já estou à procura de alguma poesia, alguma crônica ou notícia interessante, enfim de algum tipo de informação que possa ser ofertada aos alunos em minha primeira mensagem de cumprimento, de boas vindas no semestre, para que se sintam bem acolhidos.

Ademais, faço questão de deixar claro que estamos juntos num aprendizado mútuo, construindo o conhecimento e que estarei sempre à disposição para quaisquer dúvidas que possam ter, tanto quanto ao conteúdo, como quanto à metodologia.

Igualmente entendo haver amor quando estou sempre aberto a ouvir os alunos, seja sobre assunto específico da matéria, instigando-os sempre a pesquisar mais e a partilhar com os colegas, suas vivências e experiências, bem como quando têm problemas, quando enfrentam alguns percalços na vida, o que todos nós vez por outra enfrentamos, a ponto de quando é possível, até prolongar o prazo de entrega de algum trabalho, por exemplo.

Também entendo ser amor, manter sempre um diálogo sincero com o aluno.

HUMILDADE

Os elementos de dialogicidade de Paulo Freire estão muito imbricados, no meu entendimento. Não há como separá-los, pois, amor, humildade, fé nos homens e esperança estão interligados: se você ama, você é humilde, você tem fé nos homens e esperança, e no que diz respeito à relação de ensino aprendizagem, se você preza todos esses elementos, é inevitável e invariavelmente você procurará promover e despertar o senso crítico naqueles com quem mantém vínculo de ensino aprendizagem.

E tanto estão muito vinculados esses elementos, que ao descrever atitudes minhas que entendo serem amor, naquele momento também identifiquei humildade, pois quando estou na qualidade de tutora ou de professora, independentemente, procuro sempre ser humilde, pois ninguém sabe mais do que ninguém, ninguém é mais importante que ninguém, a exemplo do episódio “A Canoa”, do próprio Paulo Freire, que sempre gosto de transmitir a meus alunos.
Entendo, também, que essa humildade não deve partir somente de mim, mas dos aprendentes igualmente, para que desenvolvam entre eles um ambiente humilde e colaborativo. Todos nós temos o que aprender com as vivências dos outros.

Para mim, é exemplo de uma situação de humildade quando um aluno pesquisa sobre um assunto que estamos discutindo e identifica doutrina ou jurisprudência(já que sou advogada, minhas disciplinas sempre são de Direito ou voltadas para o Direito) demonstrando um entendimento já mais avançado, para além daquele que estamos considerando para estudar e passamos a adotá-lo, pois no Direito há um dinamismo muito grande e por mais que procuremos nos atualizar pode acontecer de, sobre um determinado assunto, o aluno encontrar posicionamento de Tribunal ou de doutrinador ainda mais vanguardista do que o que está na aula.

FÉ NOS HOMENS

Se não tivermos fé nos homens, o que será de nós? E se não tivéssemos fé nos homens, jogaríamos tanta energia de amor e tanta humildade naquilo que fazemos? Essa atitude não só se justifica por que temos fé e esperança nos homens? A fé nos homens para mim está quando acredito que os aprendentes com quem troco conhecimentos, experiências e vivências, a partir de nosso encontro, naquele semestre, serão seres humanos melhores ainda, serão multiplicadores dos bons ensinamentos que partilhamos.

ESPERANÇA

Esperança na mudança, e na mudança para melhor, a partir dos ensinamentos trocados e construídos.

PENSAR CRÍTICO

O professor ou o tutor tem como uma de suas missões, promover o senso crítico nas pessoas, em especial em seus aprendentes. Não se deve trocar experiências e conhecimentos sem suscitar reflexões, sem instigar que os aprendentes pensem sobre o que se discute na disciplina ou no curso, sem que analisem esse conteúdo frente à realidade cotidiana, sem que pensem sobre o que se deve mudar, por que se deve mudar e para que se deve mudar com relação a alguns pontos.

Na disciplina Direito Administrativo que estou ministrando este semestre pela UFC estuda-se a estrutura do Estado, seu funcionamento, o que cabe ao Poder Público com relação à promoção do bem-estar social etc. E todos os assuntos que são tratados na referida disciplina são exemplificados com casos práticos da vivência diária, das notícias de jornais etc. E é impressionante como os aprendentes conseguem, a partir da matéria que estão estudando, voltar um novo olhar para a realidade.

Na disciplina Direito Ambiental, da qual sou tutora em uma Universidade que não a UFC, é impressionante como os alunos começam o semestre e como terminam. Eles mesmos fazem questão de deixar bem claro que terminam o semestre com outro entendimento sobre o que é o meio ambiente, sobre o que o homem tem feito para destruí-lo e para tentar reverter a degradação promovida pelas ações antrópicas, bem como sobre suas mudanças de atitude e sobre a felicidade com algumas atitudes preservacionistas que já adotavam.

São esses, em síntese, os meus comentários para o Diário de Bordo-Olhando de Perto.

Diana Maria Ferreira Bezerra – Formação Continuada – Turma 19 – 14.11.2012.


Os elementos de dialogicidade sugeridos por Paulo Freire auxiliando no processo ensino aprendizagem, já deveriam existir como valores na formação do caráter do ser humano ao que antecede a atuação de qualquer profissional. Na verdade, considero o amor, a humildade, fé nos homens, esperança e um pensar crítico base da formação humana que certamente serão refletidos no papel do educador.  Quando esses elementos são trabalhados em sala de aula, educador-educando, buscando-se desenvolver a atividade educacional, eles serão o suporte que darão sustentáculo e sabedoria na escola da vida, da experiência que não requer simplesmente acúmulo de conteúdos, mas se conjugados com o papel dos pais dá ao homem a condição de enfrentar os vícios de caráter no decorrer de suas vidas profissionais. Aliás, lições de eticidade devem ser ensinadas desde a infância e continuamente de modo que tenham repercussão em qualquer atitude, comportamento no enfrentamento e combate à corrupção, ao que for desonesto, errado, injusto.

O amor expressa-se através de atitudes que fazem o educador acompanhar o aluno em todas as suas dificuldades, pois conforme Paulo Freire educar é muito mais um ato de amor, associado à  compreensão que é possível realizá-lo através do diálogo já que é necessário “amor ao mundo e entre os homens” (Paulo Freire). E nesse contexto, o educador não encontra cansaços em ser dedicado, atencioso, empático, paciente.           

Humildade aparece como elemento de dialogicidade sugerindo que o professor não é o único  detentor do conhecimento, mas surge, outrossim, do aluno,  revelando que é preciso aceitar os vários vetores que convergem para formar em sala de aula a formação dos saberes  em convergência com o educador. Para aprender, despoja-se da condição de que o mestre mantém-se numa condição de superioridade de modo a enxergar no outro a contribuição no aprendizado, numa posição horizontalizada, corroborado pelo pensamento de Paulo Freire no sentido de que “o professor deixa de ser o centralizador do conhecimento, portanto o foco passa a ser os educandos”(Paulo Freire).

Fé nos homens é o elemento de dialogicidade que mantém acesa a esperança de que o ser humano é promissor nessa função de formar conhecimento. O alento de “criar” e “recriar”/ “fazer” e “refazer”, expressa-se como mola propulsora  no processo pedagógico.  Tem-se como ferramenta nessa função do ensino aprendizado observar estrategicamente cada gesto, atitude, ação daquele que forma saberes, convergindo simbioticamente alunato e docente, pois “o educador deve ser o agente incentivador, estimulando, valorizando, sempre acreditando no potencial dos educandos” (Paulo Freire).

A esperança, dialogicamente, requer do educador no seu ofício o esforço de levar o alunato a descobrir-se, a não se conformar com a estaticidade, vez que o aprendizado é formado a partir de uma renovação de conceitos, ideias, de recriares, de repensares, sendo indispensável à vontade de descobrir. O conhecimento é inesgotável, está sempre associado à ideia de dinamicidade. “Em EaD o educando deve ser estimulado a ousar, buscar além dos conhecimentos que lhe são oferecidos no ambiente virtual, por exemplo” (Paulo Freire).

O pensar crítico requer do educador promover no corpo discente a reflexão, o debate,  utilizando a dialogicidade como elemento viabilizador à consecução daqueles objetivos.  O pensar crítico recria a partir do diálogo novos conceitos, na concordância, discordância, comparação.   “A não conformidade, constatação, dúvidas, indignação, posicionar-se, vontade de fazer diferente, opinar, são posturas que devem ser estimuladas no processo de ensino aprendizagem em EaD” (Paulo Freire).

Muita paz, Neuma.

FONTE DE PESQUISA: http://fct1elcimarmartins.blogspot.com.br/2011/06/os-elementos-de-dialogicidade-de-paulo.html

Atividade Aula 3


Segundo Paulo Freire, os cinco pilares da comunicação são Amor, Humildade, Fé nos Homens, Esperança e um Pensar Crítico. Estes elementos são essenciais para o diálogo, peça fundamental na educação. Muito temos progredido no nosso modo de ensino, e o EaD tem se destacado por ter que desenvolver de forma mais eficaz cada um.
Amor: assim como qualquer profissão exige afeição para que seja adotada, o tutor precisa ser canal deste amor para que desenvolva o saber nele próprio e no aluno. Como exemplo, podemos citar um dos grandes professores que tivemos, Jesus foi um grande mestre, ele não apenas falava, mas demonstrava em atos.
Humildade: não há saber mais, nem saber menos, há saberes diferentes. Essa constatação da realidade por Paulo Freire se contrapõe à antiga figura do professor conhecedor de todas as coisas e os “alunos-esponja”. É preciso, como tutor, reconhecer que o ensino é construído pouco a pouco no decorrer da disciplina e que, com as trocas de experiências e informações, nós aprendemos também. Isso se faz com humildade. Por diversas vezes, aprendi com meus alunos nos fóruns e chats, são ferramentas riquíssimas.
Fé nos homens: o tutor precisa acreditar no potencial e na boa fé dos alunos, sem isso, não é possível estabelecer um diálogo franco que construa laços fortes. Educação é acima de tudo relacionamento. Por diversas vezes, vemos alunos confiarem a nós, tutores, problemas pessoais, isso é reflexo de que a fé nos homens deve também ser uma via de mão dupla, professor-aluno, aluno-professor.
Esperança: o EaD contribui imensamente com este pilar quando permite o acesso a educação por diversas pessoas com realidades diferentes, democratizando cada vez mais o ensino. Em um cenário micro, podemos também exemplificar que o tutor sempre espera que a turma esteja assimilando o melhor da disciplina e se desenvolvendo. Este feedback deve ser acompanhado no ambiente virtual de forma mais eficaz do que, muitas vezes, em uma sala de aula presencial.
Pensar Crítico: é papel fundamental do tutor procurar desenvolver, ser facilitador, desta competência na turma. Acredito que esse seja o grande desejo de cada educador: ver o educando andando com as próprias pernas, questionando, colocando à prova o ensino que lhe é posto na frente. Assim, criamos alunos cada vez mais maduros e, consequentemente, cidadãos também.

Abraços,
Fabíola

domingo, 11 de novembro de 2012

Atividade de Portfolio - aula 3 T-2



Aula 3 – Tópico 2 - Nara Braga
Como relacionar cada trecho  de Paulo Freire com a EaD
Amor, um ato de coragem, nunca de medo, é compromisso com os homens. A EaD como modalidade de ensino é um ato de amor, onde o tutor assume o compromisso de, mesmo à distância, desenvolver oportunidades para que o aluno aprenda. O tutor de EaD tem que ter humildade, não pode ser arrogante por dominar o saber, pois o diálogo, segundo Freire, é o encontro dos homens. Preciso entender que a ignorância também está em mim.
Ter fé nos homens, nos alunos, de que eles podem, com o conhecimento, criar e recriar o mundo, é ver a EaD como um elemento desse crescimento. Não se pode deixar de ter esperança, é não cruzar os braços, é pensar o ensino como um diálogo que resultará em algo melhor. E tudo isso nos dá um pensar crítico, pois se não há diálogo entre os sujeitos (aluno e tutor), não há pensar verdadeiro. Precisa o tutor entender que o ato de mediar o conhecimento só poderá torna-lo real se o compromisso, tanto do aluno quanto do tutor. E é nesse compromisso mútuo que ocorre o diálogo falado por Freire. Ao considerar o ensino à distância um compromisso, claro que haverá diálogo, o que muda na comunicação é o canal (virtual). Esse diálogo pode ser aplicado sim, quando um aluno se apropria do conhecimento e consegue interagir com o professor e com o mundo. Basta ver as postagens nos fóruns, lá percebemos os que assimilaram, o comportamento é diferenciado pelo ato da aprendizagem.
Procuro aplicar sim, aqueles conhecimentos citados no texto de Freire. Antes de qualquer disciplina revigoro o amor, o compromisso, a responsabilidade que devo ter com a partilha do conhecimento, pois esse processo só acontece se eu tiver humildade, fé nos homens, esperança e um pensar crítico. Como? Quando reforço a postagem bem feita, quando recuso postagens ‘copiadas’, quando exploro entendimentos distorcidos, quando vivencio meu papel de facilitador do processo de aprendizagem, quando reconheço que “não há saber mais nem saber menos, há saberes diferentes”.