A obra de Paulo Freire contribuiu e muito para a criação de um pensamento pedagógico. No tocante à comunicação, em Extensão ou Comunicação, Freire se dedicou a refletir sobre extensão como uma proposta de dominação onde existe uma superioridade daquele que transmite e uma passividade daquele no qual algo é depositado. Nessa perspectiva Freire aborda que o oposto se dá com a comunicação e interação social dos sujeitos.
Já em Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire abarca o papel conscientizador da educação, afirmando que o movimento da liberdade deve surgir e partir dos próprios oprimidos, entretanto existem alguns pressupostos no processo de comunicação entre educador e educando: amor, humildade, fé nos homens, esperança e pensar crítico.
Na perspectiva do ensino à distância e na atuação como tutor, posso afirmar que o "amor" é fundamental para o tutor logo que a própria realização do ofício de educador requer que haja amor pelas pessoas e pela própria profissão. A "humildade" é identificada no ato de não se mostrar superior, quando se está acessível e quando não se busca dominar o outro.
"Esperança" que as coisas possam ser mudadas parte da ideia de acreditar e ter "fé nos homens", com seu poder de fazer e de refazer, criar e recriar.
Por fim, Paulo Freire afirma que além de todos os outros pressupostos é fundamental um "pensamento crítico" de todos para que haja uma boa comunicação e que a pedagogia seja algo libertador através da liberdade do pensar crítico - estimulado, em nosso caso pelos agente dessa mudança: o professor.
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