quarta-feira, 21 de novembro de 2012



Os elementos de dialogicidade sugeridos por Paulo Freire auxiliando no processo ensino aprendizagem, já deveriam existir como valores na formação do caráter do ser humano ao que antecede a atuação de qualquer profissional. Na verdade, considero o amor, a humildade, fé nos homens, esperança e um pensar crítico base da formação humana que certamente serão refletidos no papel do educador.  Quando esses elementos são trabalhados em sala de aula, educador-educando, buscando-se desenvolver a atividade educacional, eles serão o suporte que darão sustentáculo e sabedoria na escola da vida, da experiência que não requer simplesmente acúmulo de conteúdos, mas se conjugados com o papel dos pais dá ao homem a condição de enfrentar os vícios de caráter no decorrer de suas vidas profissionais. Aliás, lições de eticidade devem ser ensinadas desde a infância e continuamente de modo que tenham repercussão em qualquer atitude, comportamento no enfrentamento e combate à corrupção, ao que for desonesto, errado, injusto.

O amor expressa-se através de atitudes que fazem o educador acompanhar o aluno em todas as suas dificuldades, pois conforme Paulo Freire educar é muito mais um ato de amor, associado à  compreensão que é possível realizá-lo através do diálogo já que é necessário “amor ao mundo e entre os homens” (Paulo Freire). E nesse contexto, o educador não encontra cansaços em ser dedicado, atencioso, empático, paciente.           

Humildade aparece como elemento de dialogicidade sugerindo que o professor não é o único  detentor do conhecimento, mas surge, outrossim, do aluno,  revelando que é preciso aceitar os vários vetores que convergem para formar em sala de aula a formação dos saberes  em convergência com o educador. Para aprender, despoja-se da condição de que o mestre mantém-se numa condição de superioridade de modo a enxergar no outro a contribuição no aprendizado, numa posição horizontalizada, corroborado pelo pensamento de Paulo Freire no sentido de que “o professor deixa de ser o centralizador do conhecimento, portanto o foco passa a ser os educandos”(Paulo Freire).

Fé nos homens é o elemento de dialogicidade que mantém acesa a esperança de que o ser humano é promissor nessa função de formar conhecimento. O alento de “criar” e “recriar”/ “fazer” e “refazer”, expressa-se como mola propulsora  no processo pedagógico.  Tem-se como ferramenta nessa função do ensino aprendizado observar estrategicamente cada gesto, atitude, ação daquele que forma saberes, convergindo simbioticamente alunato e docente, pois “o educador deve ser o agente incentivador, estimulando, valorizando, sempre acreditando no potencial dos educandos” (Paulo Freire).

A esperança, dialogicamente, requer do educador no seu ofício o esforço de levar o alunato a descobrir-se, a não se conformar com a estaticidade, vez que o aprendizado é formado a partir de uma renovação de conceitos, ideias, de recriares, de repensares, sendo indispensável à vontade de descobrir. O conhecimento é inesgotável, está sempre associado à ideia de dinamicidade. “Em EaD o educando deve ser estimulado a ousar, buscar além dos conhecimentos que lhe são oferecidos no ambiente virtual, por exemplo” (Paulo Freire).

O pensar crítico requer do educador promover no corpo discente a reflexão, o debate,  utilizando a dialogicidade como elemento viabilizador à consecução daqueles objetivos.  O pensar crítico recria a partir do diálogo novos conceitos, na concordância, discordância, comparação.   “A não conformidade, constatação, dúvidas, indignação, posicionar-se, vontade de fazer diferente, opinar, são posturas que devem ser estimuladas no processo de ensino aprendizagem em EaD” (Paulo Freire).

Muita paz, Neuma.

FONTE DE PESQUISA: http://fct1elcimarmartins.blogspot.com.br/2011/06/os-elementos-de-dialogicidade-de-paulo.html

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