Um
dos aspectos mais intrigantes da atividade de tutor é a relação aluno X tutor,
para mim. Lembro-me da feliz realidade vivida por um aluno do pólo de
Beberibe/CE e cujo nome prefiro não citar.
Pois
bem, falei de uma feliz realidade e vocês haverão de concordar.
Feliz
porque se trata de um cidadão, já com certa idade, com um olhar para o futuro
dele e das pessoas que o cerca.
Feliz,
também, porque se encontrava na sua segunda graduação, a primeira tinha sido em
Pedagogia e agora estudava para se formar em Administração.
Feliz,
ainda, por ter formado o filho em Física, atualmente concluindo uma
pós-graduação.
Feliz,
então, por ser “sessentão”, por ter condições de estudar em um município
próximo a sua residência evitando, assim, onerosas despesas com o transporte,
com a alimentação e com a estadia que, certamente, teria em nossa capital e que
o impossibilitaria de estudar.
Feliz,
por ter sido criado na roça “chutando cobra”; por ter trabalho com a foice e
com a enxada sob o quente Sol nordestino; por ter mantido a sua hombridade e a
sua crença em um amanhecer com bons frutos plantados e colhidos.
Feliz,
pois se coloca diante das suas dúvidas; não se cala com a permanência das
mesmas; somente se acalma quando há na resposta dada, clareza e significado.
Feliz,
por perceber que enquanto homens que somos, temos nossas limitações físicas e
cognitivas. Portanto, havemos de saber algo sobre alguma coisa. Porém, nunca
haveremos de saber sobre algo o tudo.
Pediram-me
para falar sobre o amor, será que falei? Para falar sobre a humildade, será que
falei? Para falar sobre a fé nos homens, será que falei? Para falar sobre
esperança, será que falei? Para falar sobre o pensar crítico, será que falei?
Respondo,
não falei!
Careceu
do meu ponto de vista o principal, falar da minha pequenez no momento que, o
agora Professor, expos para mim uma curta memória da sua vida revelando a
dúvida: quem é o aluno e quem é o professor?
Abraços.
Antônio
Oliveira
Aluno
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