Diário de
Bordo - Aula 3 – Tópico 2
No Tópico 2 da aula 3, no quadro intitulado
“Olhando de Perto”, somos perguntados se durante os casos mencionados na
referida aula, nos lembramos de alguma situação que já aconteceu conosco, para
que, no Diário de Bordo (Blog), compartilhemos exemplos de cada um dos
elementos (amor, humildade, fé nos homens, esperança e um pensar
crítico). Sugere, por fim, que escrevamos situações reais ou algo que
tenha chamado atenção sobre os elementos de dialogicidade de Paulo Freire.
AMOR
Entendo ser exemplo do elemento
amor, quando, antes mesmo de começar o semestre, já estou à procura de alguma
poesia, alguma crônica ou notícia interessante, enfim de algum tipo de
informação que possa ser ofertada aos alunos em minha primeira mensagem de
cumprimento, de boas vindas no semestre, para que se sintam bem acolhidos.
Ademais, faço questão de deixar
claro que estamos juntos num aprendizado mútuo, construindo o conhecimento e
que estarei sempre à disposição para quaisquer dúvidas que possam ter, tanto
quanto ao conteúdo, como quanto à metodologia.
Igualmente entendo haver amor
quando estou sempre aberto a ouvir os alunos, seja sobre assunto específico da
matéria, instigando-os sempre a pesquisar mais e a partilhar com os colegas,
suas vivências e experiências, bem como quando têm problemas, quando enfrentam
alguns percalços na vida, o que todos nós vez por outra enfrentamos, a ponto de
quando é possível, até prolongar o prazo de entrega de algum trabalho, por
exemplo.
Também entendo ser amor, manter
sempre um diálogo sincero com o aluno.
HUMILDADE
Os elementos de dialogicidade de
Paulo Freire estão muito imbricados, no meu entendimento. Não há como
separá-los, pois, amor, humildade, fé nos homens e esperança estão
interligados: se você ama, você é humilde, você tem fé nos homens e esperança,
e no que diz respeito à relação de ensino aprendizagem, se você preza todos
esses elementos, é inevitável e invariavelmente você procurará promover e
despertar o senso crítico naqueles com quem mantém vínculo de ensino
aprendizagem.
E tanto estão muito vinculados
esses elementos, que ao descrever atitudes minhas que entendo serem amor,
naquele momento também identifiquei humildade, pois quando estou na qualidade
de tutora ou de professora, independentemente, procuro sempre ser humilde, pois
ninguém sabe mais do que ninguém, ninguém é mais importante que ninguém, a
exemplo do episódio “A Canoa”, do próprio Paulo Freire, que sempre gosto de
transmitir a meus alunos.
Entendo, também, que essa
humildade não deve partir somente de mim, mas dos aprendentes igualmente, para
que desenvolvam entre eles um ambiente humilde e colaborativo. Todos nós temos
o que aprender com as vivências dos outros.
Para mim, é exemplo de uma
situação de humildade quando um aluno pesquisa sobre um assunto que estamos
discutindo e identifica doutrina ou jurisprudência(já que sou advogada, minhas
disciplinas sempre são de Direito ou voltadas para o Direito) demonstrando um
entendimento já mais avançado, para além daquele que estamos considerando para
estudar e passamos a adotá-lo, pois no Direito há um dinamismo muito grande e
por mais que procuremos nos atualizar pode acontecer de, sobre um determinado
assunto, o aluno encontrar posicionamento de Tribunal ou de doutrinador ainda mais
vanguardista do que o que está na aula.
FÉ NOS HOMENS
Se não tivermos fé nos homens, o
que será de nós? E se não tivéssemos fé nos homens, jogaríamos tanta energia de
amor e tanta humildade naquilo que fazemos? Essa atitude não só se justifica
por que temos fé e esperança nos homens? A fé nos homens para mim está quando
acredito que os aprendentes com quem troco conhecimentos, experiências e
vivências, a partir de nosso encontro, naquele semestre, serão seres humanos
melhores ainda, serão multiplicadores dos bons ensinamentos que partilhamos.
ESPERANÇA
Esperança na mudança, e na
mudança para melhor, a partir dos ensinamentos trocados e construídos.
PENSAR CRÍTICO
O professor ou o tutor tem como
uma de suas missões, promover o senso crítico nas pessoas, em especial em seus
aprendentes. Não se deve trocar experiências e conhecimentos sem suscitar
reflexões, sem instigar que os aprendentes pensem sobre o que se discute na
disciplina ou no curso, sem que analisem esse conteúdo frente à realidade
cotidiana, sem que pensem sobre o que se deve mudar, por que se deve mudar e
para que se deve mudar com relação a alguns pontos.
Na disciplina Direito
Administrativo que estou ministrando este semestre pela UFC estuda-se a
estrutura do Estado, seu funcionamento, o que cabe ao Poder Público com relação
à promoção do bem-estar social etc. E todos os assuntos que são tratados na
referida disciplina são exemplificados com casos práticos da vivência diária,
das notícias de jornais etc. E é impressionante como os aprendentes conseguem,
a partir da matéria que estão estudando, voltar um novo olhar para a realidade.
Na disciplina Direito Ambiental,
da qual sou tutora em uma Universidade que não a UFC, é impressionante como os
alunos começam o semestre e como terminam. Eles mesmos fazem questão de deixar
bem claro que terminam o semestre com outro entendimento sobre o que é o meio
ambiente, sobre o que o homem tem feito para destruí-lo e para tentar reverter
a degradação promovida pelas ações antrópicas, bem como sobre suas mudanças de
atitude e sobre a felicidade com algumas atitudes preservacionistas que já
adotavam.
São esses, em síntese, os meus
comentários para o Diário de Bordo-Olhando de Perto.
Diana Maria Ferreira Bezerra –
Formação Continuada – Turma 19 – 14.11.2012.
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