quarta-feira, 21 de novembro de 2012



Diário de Bordo  - Aula 3 – Tópico 2
No Tópico 2 da aula 3, no quadro intitulado “Olhando de Perto”, somos perguntados se durante os casos mencionados na referida aula, nos lembramos de alguma situação que já aconteceu conosco, para que, no Diário de Bordo (Blog), compartilhemos exemplos de cada um dos elementos (amor, humildade, fé nos homens, esperança e um pensar crítico). Sugere, por fim, que escrevamos situações reais ou algo que tenha chamado atenção sobre os elementos de dialogicidade de Paulo Freire.
AMOR

Entendo ser exemplo do elemento amor, quando, antes mesmo de começar o semestre, já estou à procura de alguma poesia, alguma crônica ou notícia interessante, enfim de algum tipo de informação que possa ser ofertada aos alunos em minha primeira mensagem de cumprimento, de boas vindas no semestre, para que se sintam bem acolhidos.

Ademais, faço questão de deixar claro que estamos juntos num aprendizado mútuo, construindo o conhecimento e que estarei sempre à disposição para quaisquer dúvidas que possam ter, tanto quanto ao conteúdo, como quanto à metodologia.

Igualmente entendo haver amor quando estou sempre aberto a ouvir os alunos, seja sobre assunto específico da matéria, instigando-os sempre a pesquisar mais e a partilhar com os colegas, suas vivências e experiências, bem como quando têm problemas, quando enfrentam alguns percalços na vida, o que todos nós vez por outra enfrentamos, a ponto de quando é possível, até prolongar o prazo de entrega de algum trabalho, por exemplo.

Também entendo ser amor, manter sempre um diálogo sincero com o aluno.

HUMILDADE

Os elementos de dialogicidade de Paulo Freire estão muito imbricados, no meu entendimento. Não há como separá-los, pois, amor, humildade, fé nos homens e esperança estão interligados: se você ama, você é humilde, você tem fé nos homens e esperança, e no que diz respeito à relação de ensino aprendizagem, se você preza todos esses elementos, é inevitável e invariavelmente você procurará promover e despertar o senso crítico naqueles com quem mantém vínculo de ensino aprendizagem.

E tanto estão muito vinculados esses elementos, que ao descrever atitudes minhas que entendo serem amor, naquele momento também identifiquei humildade, pois quando estou na qualidade de tutora ou de professora, independentemente, procuro sempre ser humilde, pois ninguém sabe mais do que ninguém, ninguém é mais importante que ninguém, a exemplo do episódio “A Canoa”, do próprio Paulo Freire, que sempre gosto de transmitir a meus alunos.
Entendo, também, que essa humildade não deve partir somente de mim, mas dos aprendentes igualmente, para que desenvolvam entre eles um ambiente humilde e colaborativo. Todos nós temos o que aprender com as vivências dos outros.

Para mim, é exemplo de uma situação de humildade quando um aluno pesquisa sobre um assunto que estamos discutindo e identifica doutrina ou jurisprudência(já que sou advogada, minhas disciplinas sempre são de Direito ou voltadas para o Direito) demonstrando um entendimento já mais avançado, para além daquele que estamos considerando para estudar e passamos a adotá-lo, pois no Direito há um dinamismo muito grande e por mais que procuremos nos atualizar pode acontecer de, sobre um determinado assunto, o aluno encontrar posicionamento de Tribunal ou de doutrinador ainda mais vanguardista do que o que está na aula.

FÉ NOS HOMENS

Se não tivermos fé nos homens, o que será de nós? E se não tivéssemos fé nos homens, jogaríamos tanta energia de amor e tanta humildade naquilo que fazemos? Essa atitude não só se justifica por que temos fé e esperança nos homens? A fé nos homens para mim está quando acredito que os aprendentes com quem troco conhecimentos, experiências e vivências, a partir de nosso encontro, naquele semestre, serão seres humanos melhores ainda, serão multiplicadores dos bons ensinamentos que partilhamos.

ESPERANÇA

Esperança na mudança, e na mudança para melhor, a partir dos ensinamentos trocados e construídos.

PENSAR CRÍTICO

O professor ou o tutor tem como uma de suas missões, promover o senso crítico nas pessoas, em especial em seus aprendentes. Não se deve trocar experiências e conhecimentos sem suscitar reflexões, sem instigar que os aprendentes pensem sobre o que se discute na disciplina ou no curso, sem que analisem esse conteúdo frente à realidade cotidiana, sem que pensem sobre o que se deve mudar, por que se deve mudar e para que se deve mudar com relação a alguns pontos.

Na disciplina Direito Administrativo que estou ministrando este semestre pela UFC estuda-se a estrutura do Estado, seu funcionamento, o que cabe ao Poder Público com relação à promoção do bem-estar social etc. E todos os assuntos que são tratados na referida disciplina são exemplificados com casos práticos da vivência diária, das notícias de jornais etc. E é impressionante como os aprendentes conseguem, a partir da matéria que estão estudando, voltar um novo olhar para a realidade.

Na disciplina Direito Ambiental, da qual sou tutora em uma Universidade que não a UFC, é impressionante como os alunos começam o semestre e como terminam. Eles mesmos fazem questão de deixar bem claro que terminam o semestre com outro entendimento sobre o que é o meio ambiente, sobre o que o homem tem feito para destruí-lo e para tentar reverter a degradação promovida pelas ações antrópicas, bem como sobre suas mudanças de atitude e sobre a felicidade com algumas atitudes preservacionistas que já adotavam.

São esses, em síntese, os meus comentários para o Diário de Bordo-Olhando de Perto.

Diana Maria Ferreira Bezerra – Formação Continuada – Turma 19 – 14.11.2012.

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