VIDA DE TUTOR
O papel do tutor tem resgatado a dignidade do ser humano no
que respeita continuar dando efetividade a democratizar o ensino na maior
amplitude possível, nos mais diversos níveis, bem como para ultrapassar as
dificuldades de acesso a universidades, ou as condições pessoais do aluno no
que pertine serem de características especiais, ou quaisquer outros
impedimentos ventilados no decreto 5.622, de 19 de dezembro de 2005.
O tutor tem proporcionado uma mediação no processo
pedagógico de ensino, não menos importante que o método presencial. Ele deve
desenvolver o carisma de superar as barreiras que possam surgir no dia a dia no
novo modelo de sala de aula.
O tutor no EaD acompanha os avanços da tecnologia na modernidade.
O objetivo é tornar o ensino/aprendizagem tão qualitativo quanto o presencial,
ampliando e interiorizando a EaD no nível
superior. Já se observam as três
esferas de governo se articulando para trazer aplicação e aprimoramento nesse
tipo de educação, de modo que a democratização da EaD atinja todos os níveis de povos e lugares, dada a dificuldade de acesso apresentada em
algumas regiões.
O tutor tem se preparado cada vez mais para desempenhar a
atividade educacional na EaD, não apenas esporadicamente, mas, outrossim, de
forma continuada, trabalhando-se a minimização dos problemas surgidos nesse
caminho, de modo a alcançar com excelência as metas traçadas.
Dentre uma das funções do tutor está o objetivo,
outrossim, de inserir/propagar o EaD nas
camadas também de baixa renda, procurando descobrir a falha que ainda
impossibilita esse contingente de usar os meios que lhe favoreçam tal
oportunidade, prevendo, por exemplo, planos de governo que beneficiem as
famílias de baixa renda a se inserirem no processo de EaD. Porque se pensa
exacerbadamente em diminuir o analfabetismo e ainda não se promoveram meios
mais eficazes que erradiquem a elitização da educação. Se o objetivo, realmente, é ampliar o ensino,
democratizá-lo, porque não tirar a aparência das estatísticas dos avanços da
educação de forma qualitativa, a partir de uma realidade que não seja apenas
para atender as estatísticas governamentais. É preciso, portanto, sair do
papel, da teoria. Porque a EaD em níveis de fundamental e médio ainda é muito
limitada, pois apenas é prevista para complementação de aprendizagem e
situações emergenciais (art. 2º, Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005).
É fundamental, portanto, superar as dificuldades para
ampliar as facilidades que a EaD possibilita, pois se assim fizéssemos
chegaríamos a níveis significativos rumo a um país que avança, porque deste modo
estar-se-ia priorizando a educação, sendo esta, todos sabemos, a porta mais
eficaz ao desenvolvimento e a galgar a categoria de primeiro mundo.
É responsabilidade do tutor, também, fazer as reflexões
sobre como se investir mais na educação, tomando por base a proporção das
necessidades, fazendo de uma nação como um todo a massa pensante, para
avalanchar do atraso de décadas, oportunizando uma igualdade ainda arquejada,
que se em níveis ideais já não existiria mais miséria.
Portanto, ser tutor é enxergar na EaD uma oportunidade extraordinária, onde todos
deveríamos investir nela de forma cada vez mais qualitativa, de modo que
referido sucesso não se fizesse notório apenas num nível gerundial de
expansão muito mais notado legislativamente.
Ainda não se tem um presente a contento e o acontecendo para um futuro mais
sólido é uma constatação, por vezes, apenas teórica se colocarmos dentro de uma
realidade ainda não alcançada, apesar de almejada, pelo ensino virtual. Esforços de todas as camadas sociais e ou
cada um cumprindo metas para investir nesse tipo de mecanismo, certamente conquistar-se-iam
resultados sempre e mais exitosos em níveis educacionais, através da EaD em
poucos anos, não se podendo perder o senso de gratidão pelo já alcançado, porém
muito mais pode ainda ser deslanchado, desenvolver-se.
Concluindo, a vida de tutor é semelhante a um professor que
deseja desenvolver seu ofício com responsabilidade e dedicação, o qual deve
promover a interação necessária de modo a não estar aquém do contato educacional
presencial, vez que alguns alunos encontram obstáculo em interagir na
virtualidade. Ele deve trabalhar de modo a manter a mesma qualidade traçada
para o presencial. Ele deve manter o feedback necessário ao bom desenvolvimento
de seu trabalho com a sua sala virtual.
Neuma Gomes
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