sábado, 3 de novembro de 2012



VIDA DE TUTOR


O papel do tutor tem resgatado a dignidade do ser humano no que respeita continuar dando efetividade a democratizar o ensino na maior amplitude possível, nos mais diversos níveis, bem como para ultrapassar as dificuldades de acesso a universidades, ou as condições pessoais do aluno no que pertine serem de características especiais, ou quaisquer outros impedimentos ventilados no decreto 5.622, de 19 de dezembro de 2005.

O tutor tem proporcionado uma mediação no processo pedagógico de ensino, não menos importante que o método presencial. Ele deve desenvolver o carisma de superar as barreiras que possam surgir no dia a dia no novo modelo de sala de aula.

O tutor no EaD acompanha os avanços da tecnologia na modernidade. O objetivo é tornar o ensino/aprendizagem tão qualitativo quanto o presencial, ampliando e interiorizando a EaD no nível  superior.  Já se observam as três esferas de governo se articulando para trazer aplicação e aprimoramento nesse tipo de educação, de modo que a democratização da EaD atinja  todos os níveis de povos e lugares,  dada a dificuldade de acesso apresentada em algumas regiões.

O tutor tem se preparado cada vez mais para desempenhar a atividade educacional na EaD, não apenas esporadicamente, mas, outrossim, de forma continuada, trabalhando-se a minimização dos problemas surgidos nesse caminho, de modo a alcançar com excelência as metas traçadas. 

Dentre uma das funções do tutor está o objetivo, outrossim,  de inserir/propagar o EaD nas camadas também de baixa renda, procurando descobrir a falha que ainda impossibilita esse contingente de usar os meios que lhe favoreçam tal oportunidade, prevendo, por exemplo, planos de governo que beneficiem as famílias de baixa renda a se inserirem no processo de EaD. Porque se pensa exacerbadamente em diminuir o analfabetismo e ainda não se promoveram meios mais eficazes que erradiquem a elitização da educação.  Se o objetivo, realmente, é ampliar o ensino, democratizá-lo, porque não tirar a aparência das estatísticas dos avanços da educação de forma qualitativa, a partir de uma realidade que não seja apenas para atender as estatísticas governamentais. É preciso, portanto, sair do papel, da teoria. Porque a EaD em níveis de fundamental e médio ainda é muito limitada, pois apenas é prevista para complementação de aprendizagem e situações emergenciais (art. 2º, Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005).

É fundamental, portanto, superar as dificuldades para ampliar as facilidades que a EaD possibilita, pois se assim fizéssemos chegaríamos a níveis significativos rumo a um país que avança, porque deste modo estar-se-ia priorizando a educação, sendo esta, todos sabemos, a porta mais eficaz ao desenvolvimento e a galgar a categoria de primeiro mundo.

É responsabilidade do tutor, também, fazer as reflexões sobre como se investir mais na educação, tomando por base a proporção das necessidades, fazendo de uma nação como um todo a massa pensante, para avalanchar do atraso de décadas, oportunizando uma igualdade ainda arquejada, que se em níveis ideais já não existiria mais miséria.

Portanto, ser tutor é enxergar na  EaD uma oportunidade extraordinária, onde todos deveríamos investir nela de forma cada vez mais qualitativa, de modo que referido sucesso não se fizesse notório apenas num nível gerundial de expansão  muito mais notado legislativamente. Ainda não se tem um presente a contento e o acontecendo para um futuro mais sólido é uma constatação, por vezes, apenas teórica se colocarmos dentro de uma realidade ainda não alcançada, apesar de almejada, pelo ensino virtual.  Esforços de todas as camadas sociais e ou cada um cumprindo metas para investir nesse tipo de mecanismo, certamente conquistar-se-iam resultados sempre e mais exitosos em níveis educacionais, através da EaD em poucos anos, não se podendo perder o senso de gratidão pelo já alcançado, porém muito mais pode ainda ser deslanchado, desenvolver-se.             

Concluindo, a vida de tutor é semelhante a um professor que deseja desenvolver seu ofício com responsabilidade e dedicação, o qual deve promover a interação necessária de modo a não estar aquém do contato educacional presencial, vez que alguns alunos encontram obstáculo em interagir na virtualidade. Ele deve trabalhar de modo a manter a mesma qualidade traçada para o presencial. Ele deve manter o feedback necessário ao bom desenvolvimento de seu trabalho com a sua sala virtual.   

Neuma Gomes

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