Aula 3 – Tópico 2 - Nara Braga
Como relacionar cada trecho de Paulo Freire com a EaD
Amor,
um ato de coragem, nunca de medo, é compromisso com os homens. A EaD como
modalidade de ensino é um ato de amor, onde o tutor assume o compromisso de,
mesmo à distância, desenvolver oportunidades para que o aluno aprenda. O tutor
de EaD tem que ter humildade, não pode ser arrogante por dominar o saber, pois
o diálogo, segundo Freire, é o encontro dos homens. Preciso entender que a
ignorância também está em mim.
Ter
fé nos homens, nos alunos, de que eles podem, com o conhecimento, criar e
recriar o mundo, é ver a EaD como um elemento desse crescimento. Não se pode
deixar de ter esperança, é não cruzar os braços, é pensar o ensino como um
diálogo que resultará em algo melhor. E tudo isso nos dá um pensar crítico,
pois se não há diálogo entre os sujeitos (aluno e tutor), não há pensar
verdadeiro. Precisa o tutor entender que o ato de mediar o conhecimento só
poderá torna-lo real se o compromisso, tanto do aluno quanto do tutor. E é nesse
compromisso mútuo que ocorre o diálogo falado por Freire. Ao considerar o
ensino à distância um compromisso, claro que haverá diálogo, o que muda na
comunicação é o canal (virtual). Esse diálogo pode ser aplicado sim, quando um
aluno se apropria do conhecimento e consegue interagir com o professor e com o
mundo. Basta ver as postagens nos fóruns, lá percebemos os que assimilaram, o
comportamento é diferenciado pelo ato da aprendizagem.
Procuro
aplicar sim, aqueles conhecimentos citados no texto de Freire. Antes de
qualquer disciplina revigoro o amor, o compromisso, a responsabilidade que devo
ter com a partilha do conhecimento, pois esse processo só acontece se eu tiver
humildade, fé nos homens, esperança e um pensar crítico. Como? Quando reforço a
postagem bem feita, quando recuso postagens ‘copiadas’, quando exploro
entendimentos distorcidos, quando vivencio meu papel de facilitador do processo
de aprendizagem, quando reconheço que “não há saber mais nem saber menos, há
saberes diferentes”.
Uma surpresa...
ResponderExcluirBom caros amigos(as),
Gostaria de compartilhar uma experiência docente que vivenciei a pouco tempo. Semana passada entrei na sala de aula do 3º ano e iniciei aula da forma como sempre faço, essa turma é muito boa, os alunos são divertidos e bastante estudiosos e em termos de disciplina não tenho grandes problemas, mas dessa vez tive uma surpresa quando de forma inesperada uma aluna se levantou e disse que iria sair da minha sala de aula, não vi motivos para isso, então não dei permissão. De repente ela se levantou e saiu, para minha surpresa um a um os alunos foram saindo. Fiquei sem ação por alguns minutos por não acreditar que depois de tantos anos na profissão aquela situação era algo novo e que não me vinha a mente nenhuma solução ou ação para aquela situação. Então senti uma raiva que me deixou "cego" e não me deu a possibilidade de visualizar a situação, fiquei por vários momentos pesando o que eu fiz de errado com aquela turma? Sempre os tratei de forma carinhosa, com respeito compartilhando o que eu tenho de melhor em termos de conhecimento e era aquilo que eu recebia em troca, puxa como eu fiquei chateado. De repente o auxiliar de coordenação entra na minha sala me pedindo explicações para o ocorrido, explicação essa que eu não tinha, o que respondi foi que não iria mais permitir a entrada de nenhum aluno daquela sala, vendo a minha indignação ele tentou me explicar a situação mas eu não quis escutar. Sem perceber os alunos entraram em peso da mesma forma que saíram batendo palmas e me enchendo de elogios e começaram a explicar que era uma pegadinha e que a intensão de todos era me homenagear e agradecer todo esforço feito ao longo do ano para que eles pudessem ter uma educação de qualidade. Aquilo me deixou da mesma forma quando da suas saída. Ai nesse momento vi o quanto vale ser educador, esse reconhecimento pagou todo o esforço que tive ao longo dos anos para ser um bom educador, essa situação me deixou bastante emocionado e a aula seguiu numa grande festa.
Abraços!